13 de abr de 2009

Um Amor

Fotógrafo:Carlos Silva


(Nuno Júdice)

"Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,

puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar diferente
inundava a cidade.
Sentei-me nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação. "

3 comentários:

Uma aprendiz disse...

Lindíssimo!
Nossa, amiga, sinto falta da sua presença encantando nossos dias.
Tens sempre algo diferente, sensivel e comovente postado aqui.
Parabéns pelo bom gosto inesgotável.

bom dia!

beijo

O Sibarita disse...

É isso, as coisas boas sempre vingando por aqui!

Dona menina! kkkk Poema retado!

bjs
O Sibarita

Deusa Odoyá disse...

È isso , o amor em todos os sentidos.
As saudades, recordações e o próprio silêncio do nosso coração.
Bela e sublime inspiração.
Beijos de muita paz, e luz.
Regina Coeli.