23 de abr de 2008

Velha Canção

(Menotti Del Picchia)

Não penses que não te espero
na aparente indiferença.
Esta fingida descrença
só disfarça desespero.

Se a falsa máscara fria
pudesse quebrar esta ânsia
saberias que a constância
é meu pão de cada dia.

Um pudor duro e severo
esperar desesperado
é o que nutre este pecado
de querer como te quero.

Destarte - tímido louco -
não ouso sondar tua alma
e nesta insofrida calma
dia a dia morro um pouco.

2 comentários:

beto disse...

Acho injusto sofrer, morrer por amor...negar um novo amor, por causa de um velho amor...Amor é vida e se renova...por isso é amor.

O Sibarita disse...

Oi dona moça! kkk

Que belo poema, o amor efervecente...

bjs
O Sibarita