9 de abr de 2008

Comentário

Palavras inspiradas de José Rodrigues,pessoa iluminada na sua sabedoria,em comentário que postou ali embaixo e que reproduzo aqui:

...."Fico muito feliz por ver uma poesia que experimentei em seu espaço.
Quanto ao amor, poderiamos ficar horas e horas a discutir inumeras questões sobre o mesmo, mas as pessoas, não todas, em nossa sociedade estão cada dia menos dispostas a pensar, a refletir e, sobretudo, a pensar o que estão fazendo com as suas vidas.
O que nós vamos fazer com nós mesmos? como podemos nos tornar atores principais de nossas próprias historias de vida?
como podemos criar linhas de fuga e potencializar na vida a sua capacidade de criação e invensão do novo e do diferente? questões...
A discussão sobre o amor entra nesse cenário onde vivemos na medida em que amar se tornou algo estranho, ou melhor, as relações, os laços socais que antes uniam as pessoas agora parecem afasta-las; é um individualismo flagrante, uma solidão que não encontra meios de exprimir-se a não ser atraves de depressões e atos compulsivos. Não acho que o amor esteja em extinsão, mas antes, que o verbo amar vem sendo conjugado de outras maneiras; pois, o que está em jogo quando falamos em amor é, sobretudo, a nossa capacidade de amar e deixar-nos ser amados.

Será que aprendemos a amar de outra forma ou nos esquecemos que o amor , assim como as flores e as poesias, deve ser cultivado? Por representar o amor uma gama de sentimentos intensos e ao mesmo tempo contraditórios, ele possui uma certa caracteristica revolucionaria, consternadora, provocadora.
O amor é um sentimento que desestabiliza ao mesmo tempo em que constroi, que deflagra tantos outros sentimentos e que dar-nos força para ir além... se assim for, ele representa tudo, ou quase tudo, que a lógica de nossa soceidade vem excluindo atraves de seus mecanismos de poder. Um sentimento que nos provoca, nos revoluciona, nos transforma em seres diferentes, fugindo/escapando nas normas instituidas, não pode mesmo ser cultivado por nossa sociedade. Cria-se então a representação de um amor esteril, neutro, frio, superficial no qual as pessoas se entrelaçam, mas logo ele se esvai, porque ele não foi feito para durar, mas para trazer uma falsa sensação de alegria e completude. O amor das intensidades e da criação fica guardado entre as linhas de livros, entre os versos de poetas, esperando que alguem o leia e se lembre do que o mesmo foi um dia.
Um abraço.
"

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Lindas palavras e concordo plenamente com vc.

As pessoas não sabem mais amar,não se permitem AMAR com plenitude... e quando porventura o amor existe, é descartado como uma coisa sem valor. Na cultura de hoje o amor pouco importa.A regra é:Não se envolva ou se isso acontecer,caia fora quando o primeiro contratempo acontecer.

Não precisamos ir muito longe...por que há tantas pessoas na internet(chats)procurando algo que nunca encontram?

Em primeiro lugar,a grande maioria,eu diria,não se conhece,não sabe o que quer.Se sabe, não acha.E aí se desespera.E se atira numa busca mais desenfreada ainda. Tem muita gente se machucando aqui porque as pessoas confundem a vida real e virtual,misturam as estações, se atiram com ânsia desesperada na busca de algo que lhes faz falta,mas não sabem como lidar com isto,com as relações interpessoais virtuais. Na verdade,ela se torna uma vida paralela,com as mesmas angústias e necessidades da vida real,porque o ser humano não consegue ser frio o suficiente para separar os dois mundos.

Segundo,aqui ou fora,(na vida real) o amor é desvalorizado,é usado como mercadoria de troca,é usado de acordo com o egoísmo e a necessidade de cada um,não é encarado como um sentimento pleno,puro que complementa e alimenta ,além do corpo,a própria alma e a do outro. Hoje está confundido com a paixão,gostosa,mais prazeirosa,mas de duração rápida, porém descartável e menos dispendiosa em termos de comprometimento.O amor custa tempo, investimento,exige entrega plena,sem pensar nos custos emocionais,exige doação,exige o gostar puro e verdadeiro,coisa que muito poucas pessoas estão dispostas a fazer.

AMOR depende sim da capacidade de comprometimento de cada um,depende da vontade de SE deixar ser amado,como vc mencionou,senão não existe,senão não é AMOR. O resto é conversa fiada.

2 comentários:

O Sibarita disse...

Fia ô fia! kkk

Falar do amor e suas nuanças não é fácil,ainda, mais nessa época de globalização e internet.

As pessoas agora estão mais voltadas para dentro de si, voltadas para o seu sucesso pessoal nos seus empreendimentos quer seja emprego ou empresarial.

E ai se esquecem que ao seu lado tem um outro semelhante, se esquecem que o amor tem que ser dividido, que o amor é a coisa mais bonita e harmoniosa do ser humana e, não é tão somente o amor do amor, a paixão da paixão, mas, sobretudo pelos que estão ao seu lado, amigos, parentes, colegas e até mesmo daqueles que estão na sarjeta esperando uma mão amiga para se levantar.

De certa forma com o aumento da violência nas cidades, as pessoas passaram a se preservar, preservar a sua vida deixando de sair, de paquerar, de ir a um cinema, a um teatro, a um barzinho, a uma praia, a um espetáculo, por ai vai...

Até pouco tempo atrás as pessoas saiam para esses lugares sozinhos para se divertirem e paquerarem, trocarem olhares, fazerem novas amizades, eram felizes com certeza. E por conta da violência se recolheram... e ai tome internet que se tornou a vilã da história, já que as pessoas passaram a fazer compras, se paquerar, namorar e até fazer sexo por ela. (nada contra!) Camisinha? Para que? kkk Tem-se essa vantagem adicional pode-se promiscuir sem problemas de consciência, não pega AIDS e outras doenças, é o chamado sexo totalmente seguro, tem coisa melhor, tem? kkkk Obrigado Deus! kkkkkk

Cadê o amor, cadê a paixão, cadê a solidariedade? Foi tudo pelo ralo... kkk Agora, é só solidão. Oi que bom! kkk

Arrepare sua menina, que hoje em dia, os que se atrevem a ir ao cinema, teatro, etc, etc... são os casais, antigamente, os jovens, as jovens com suas turmas iam, se encontravam nesses lugares batiam um bom papo e dali nasciam os amores da vida, era ou não era? Bons tempos aqueles, né dona moça? kkk

Pois é dona menina! kkk A coisa tende a piorar cada vez mais, pelo visto, as pessoas vão se conhecer pela Net (já ocorre!) e sem se conhecerem pessoalmente vão se casar pela Net mesmo, (ah vão surgir padres e pastores protestantes e cartórios especializados. kkk) a noite nupcial será no Hotel Tela Quente MSN (oi que nome porreta! kkk) com sexo virtual via Web Cam... É mais seguro, né fia? kkk Filhos? Que filhos? Ah, esses não vingarão jamais! kkkkk

Tamos lenhados! kkk Valha-nos Deus Nosso Senhor do Bonfim! kkkkkkk

-Como?
-A penetração como vai ser?
-Tá! kkk Pergunte à alguma Web Cam, aliás, eu sei lá dona moça! Me tire desse bolo que sou de outro tempo... kkkkk
-E agora? Xiiiiiiiiiii....
-kkkkkkkkkkkkk fuiiiiiiiii.... kkkkkkkkkkkkk

bjs
O Sibarita

Sonia Regly disse...

Lindo post, sensível,completo.Parabéns!!!