29 de jun de 2010


(Iberê Camargo) *1940 *do livro Gaveta dos Guardados.

“Quando eu estiver deitado na planície,indiferente às cores e às formas,tu deves te lembrar de mim. Aí ,onde a planície ondula, a terra é mais fértil.Abre com a concha da tua mão uma pequenina cova e esconde nela a semente de uma árvore. Eu quero nascer nesta árvore,quero subir com os seus galhos até o beijo da luz.Depois ,nos dias abrasados,tu virás procurar a sua sombra,que será fresca para ti. Então no murmúrio das folhas eu te direi o que meu pobre coração de homem não soube dizer.”

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