15 de ago. de 2012
Inquietude
(Emílio Moura)
Em "Itinerário Poético"
ou rápidas, como setas.
Nem desejo de continuar, nem vontade de parar.
Eu só queria que a minha vida fosse uma página em branco,
sem dizeres que não dizem nada,
porque é sempre a mesma inutilidade,
sempre o mesmo espetáculo.
Mas, o tempo não pára:
As horas passam lentas como beijos,
ou rápidas, como setas."
.
14 de ago. de 2012
Se todas as tuas noites fossem minhas
"Se todas as tuas noites fossem minhas
Eu te daria, a cada dia
Uma pequena caixa de palavras
Coisa que me foi dada, sigilosa
E com a dádiva nas mãos tu poderias
Compor incendiado a tua canção
E fazer de mim mesma, melodia.
Se todos os teus dias fossem meus
Eu te daria, a cada noite
O meu tempo lunar, transfigurado e rubro
E agudo se faria o gozo teu."
13 de ago. de 2012
A luz a prumo
as minhas) rasgar o nevoeiro,
entrar na luz a prumo.
Se a voz viesse.
Não uma qualquer:a tua,
e na manhã voasse.
E de júbilo cantasse.
Com as tuas mãos,
e as minhas,
pudesse entrar no azul,
qualquer azul: o do mar,
o do céu,
o da rasteirinha cançãode água corrente.
E com elas subisse.
(A ave, as mãos, a voz.)
E fossem chama.
Quase."
11 de ago. de 2012
Chamo-Te
Foto-Mark Goldstein
9 de ago. de 2012
Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto
de A Casa e o Cheiro dos Livros
e a luz é fraca e treme e eu tenho medo
das sombras que desfilam pelas paredes como fantasmas
da casa e de tudo aquilo com que sonhes.
Não adormeças já. Diz-me outra vez do rio que palpitava
no coração da aldeia onde nasceste, da roupa que vinha
a cheirar a sonho e a musgo e ao trevo que nunca foi
de quatro folhas; e das ervas húmidas e chãs
com que em casa se cozinham perfumes que ainda hoje
te mordem os gestos e as palavras.
O meu corpo gela à míngua dos teus dedos, o sol vai
demorar-se a regressar. Há tempo para uma história
que eu não saiba e eu juro que, se não adormeceres,
serei tão leve que não hei-de pesar-te nunca na memória,
como na minha pesará para sempre a pedra do teu sono
se agora apenas me olhares de longe e adormeceres."
Dica
Ela tem livros de poesias publicados que adoro,(inclusive com vários poemas dela já postados por mim ao longo dos anos),que são: A Casa e o Cheiro dos Livros, O Canto do Vento nos Ciprestes ,Nenhum Nome Depois.
Aqui vai um gostinho...
8 de ago. de 2012
Uma foto linda
A tua morte em mim (excerto)
5 de ago. de 2012
Não é verdade a tua solidão

Despedida
Tela-Volegov
"Entre meu amor e eu hão de levantar-se
trezentas noites como trezentas paredes
e o mar será magia entre nós.
De sereias várias ao inverso
Não haverá senão recordações.
Ó tardes merecidas pela pena
noites esperançadas de olhar-te
campos de meu caminho, firmamento
que estou vendo e perdendo...
Definitiva como um mármore
entristecerá tua ausência
outras tardes."
(Jorge Luis Borges)Ó tardes merecidas pela pena
noites esperançadas de olhar-te
campos de meu caminho, firmamento
que estou vendo e p
(Jorge Luis Borges)
Pai
"Algumas coisa não servem mais. Você sabe.
Chega.
Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve.
Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento.
Tem tanta gente interessante por ai querendo entrar.
Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça".
(Caio Fernando de Abreu)
18 de set. de 2011
Biscoitos finos decorados


22 de jul. de 2011
About JFK
Os Kennedys

A minissérie OS KENNEDYS reacendeu minha curiosidade sobre o assunto e comprei o livro de François Forestier- MARILYN E JFK- e adorei.
5 de mai. de 2011
Foto de Chris no Alaska5 de mar. de 2011
Do Blog http://turquoisetulipsandbliss.tumblr.com(Ana Cristina César)
"(...)
eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.
eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio.
eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las.
eu não sabia
que virar pelo avesso
era uma experiência mortal."
13 de fev. de 2011
Soneto à tua volta
Tela: Talantbek Chekirov(J.G.de Araújo Jorge)
Sol e Céu
1 de jul. de 2010
Sobre almas gêmeas...
“Os ventos do tempo trazem-te momentos de solitude. O horizonte é
vasto, nenhum deserto é verdadeiramente árido, é apenas uma
travessia. Vocês dois já partilharam muitos desertos. Tu lembras-te da
confiança que havia entre os dois, ele nasceu nesta vida para resgatar a
confiança. A vida trocou-vos as voltas muitas vezes. Não foste tu quem o
traiu,essa travessia do deserto é só dele. Neste momento, o vosso
caminho afasta-vos.E tu lembras muito a confiança que vos uniu. Ele
nasceu sem essa paz,é natural que sofras. Vocês têm peças diferentes do
quebra-cabeças. A saudade só existe quando alimentas sentimentos de perda,de não
poderes viver o companheirismo que tiveste com ele parece-te uma
perda. Tens crescido tanto só por saberes da existência do outro.
Vocês são peças do MESMO quebra-cabeças. A vossa incapacidade de entendimento
no plano físico não é nenhum acaso.O que vos une é mais forte.
A tua necessidade de resolver a saudade está a ensinar-te a crescer para
Dentro,para o teu centro, estão ambos a caminhar na profundidade.
Cada um ao seu ritmo,cada um para o quê está preparado. Para
fazeres o que tens de fazer, sem sofrimento, estás a aprender a encontrar
os teus caminhos interiores e estamos todos a aprender contigo.
Não faz parte do processo dele entender o teu, só aceitar. O amor que vos
une é mais profundo que esta vida, faz parte da vossa essência, daí
existir, independente das vossas ações e da vossa capacidade de
entendimento. Por vezes têm interpretado, racionalizado, essa energia
em função dos vossos sonhos. Puras ilusões,também isso vai desvanecer.
Não há mais pactos, só sonhos. Tu tens saudade de um companheirismo
que ainda não é possível. As fronteiras que separam a experiência física
da consciência da alma sempre foram mais tênues em ti e, por isso, vês o
mundo de uma forma que o mundo ainda não está preparado para viver.
Confia no tempo.”
*Mestres angélicos de Ana Eugênio*
Dorme,meu amor

"Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega – o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor -
a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres, mas nada temas; as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me – eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos
agora e sossega – a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei no caminho. Por isso, dorme,
meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos – a noite é um poema
que conheço de cor e vou contar-to até adormeceres."
30 de jun. de 2010
Se me esqueceres
Tela de Heide Presse"Quero que saibas uma coisa.
Tu sabes como é:
se olho a lua de cristal, os galhos vermelhos do outono em minha janela,
se toco junto ao fogo as impalpáveis cinzas
no corpo retorcido da lenha,
tudo me leva a ti,
como se tudo o que existe:
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam em direção às ilhas tuas que esperam por mim.
Agora, bem,
se pouco a pouco tu deixares de me querer
pararei de te querer
pouco a pouco.
Se de repente me esqueceres
não me procure,
pois já terei te esquecido.
Se consideras violento e louco o vento das bandeiras que passa por minha vida
e decidires me deixar às margens do coração no qual tenho raízes,
lembra-te
que nesta dia,
a esta hora
levantarei os braços e minhas raízes partirão em busca de outra terra.
Mas
se em cada dia,
cada hora,
sentires que a mim estás destinado com implacável doçura,
se em cada dia levantares uma flor em teus lábios para me buscares,
oh meu amor, oh minha vida,
em mim todo esse fogo se reacenderá,
em mim nada se apaga ou se esquece,
meu amor se nutre do seu, amado,
e enquanto viveres
estará em teus braços
sem deixar os meus."



















