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13 de abr. de 2010



(Al Berto)

(...)

"mas já me doem as veias quando te chamo
o coração oxidado enjaulou a vontade de te amar
os dedos largaram profundas ausências sobre o rosto
e os dias são pequenas manchas de cor sem ninguém

ficou-me este corpo sem tempo fotografado à sombra da casa
onde a memória se quebra com os objectos e amarelece no papel
pouco ou nada me lembro de mim"

(...)

Em *O Medo*


8 de jan. de 2010

(Al Berto)

(...)"é no silêncio
que melhor ludibrio a morte
não
já não me prendo a nada
mantenho-me suspenso neste fim de século
reaprendo os dias para a eternidade
porque onde termina o corpo deve começar
outra coisa outro corpo

ouço o rumor do vento
vai alma vai
até onde quiseres ir."

*Poesia do mundo 2*
.

13 de abr. de 2009

(Al Berto)

"...escrevo-te a sentir tudo isto.
...repara
nada mais possuo
a não ser este recado
que hoje segue manchado de finos bagos de romã
repara
como o coração de papel amareleceu
no esquecimento de te amar."